Carolina Maria de Jesus ganha biografia

A Editora Malê acaba de lançar o livro “Carolina: uma biografia” (337 págs.), do jornalista e crítico literário Tom Farias. A biografia apresenta a complexa trajetória da escritora Carolina Maria de Jesus. Da infância pobre, na cidade de Sacramento, em Minas Gerais, passando pelas cidades em que peregrinou na juventude em busca de trabalho até fixar morada em São Paulo, onde se instalou na favela do Canindé. “Carolina – uma biografia”, do escritor e crítico literário Tom Farias, pretende ser a abordagem mais atual que se faz da escritora mineira, autora do célebre  “Quarto de despejo”. Esquecida do grande público por mais de uma década, a obra de Carolina Maria de Jesus (1914-1977) começou a ser reabilitada no início dos anos 2000 e alcançou sua maior visibilidade em 2014, com o centenário do seu nascimento. Deixou publicados “Casa de Alvaneria – diário de uma ex-favelada” (1961), “Pedaços da fome” (romance, 1963) e “Provérvios” (1963). Postumamente saiu o livro que ela mais gostava “Diário de Bitita”, publicada na França, em 1982 e no Brasil, em 1986. 

   

 

 

Catando papel e ferro velho nas ruas da cidade de São Paulo, ela separava os cadernos velhos e neles escrevia sua história de vida na favela e os livros lia em seu barraco para esquecer a dureza da fome e da miséria. Tom Farias, autor premiado e com 12 livros na carreira, conta a trajetória de Carolina desde os tempos da cidade de Sacramento, em Minas Gerais, terra onde a escritora nasceu em 14 de março de 1914. Sua origem humilde, descendente de escravos, a lembrança do avô, conhecido como “Sócrates Africano” e a crueldade da fome, as humilhações, o preconceito, os trabalhos de doméstica ainda menina, a escola onde estudou apenas dois anos de ensino primário e a prisão na fase de sua adolescência surgem na narrativa. 

“O sucesso de ‘Quarto de despejo’ rendeu o suficiente para ela comprar uma casa de alvenaria. Carolina viajou muito pelo Brasil e também saiu do país. Detalhes da vida, seus amores, as casas de luxo que frequentou e o ostracismo após, sobretudo, o ano de 1964, por ser identificada como ‘socialista’, são pontos que abordo no livro”, conta o autor. O livro traz muitas ilustrações, com imagens desde a cidade natal de Carolina, Sacramento, até os seus últimos dias de vida, quando a autora passou a morar no sítio de Parelheiros, região de São Paulo, onde morreu na pobreza. A edição de “Carolina: uma biografia” dá prosseguimento aos objetivos da Editora Malê de promover a diversidade na literatura brasileira. 

 

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