Mahin

revista literária

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ISSN - 2596-3538

Apresentação

Nos últimos anos ocorreu um aumento de debates sobre a as desigualdades na cena cultural brasileira.  Se a identidade cultural brasileira abriga em sua diversidade o conteúdo originalmente elaborado e difundido por artistas negros e negras, a presença destes sujeitos, com raras exceções, ainda é pequena nos espaços privilegiados de visibilidade do mercado cultural e, em uma suposta hierarquia cultural, mantida no senso comum(embora não faça o menor sentido), quanto mais for elaborada a arte, maior é a exclusão dos artistas negros nos seus canais de divulgação. 

Neste sentido, a presença da inteligência e da sensibilidade de artistas negros e negras é mais naturalizada em expressões da cultura popular como o artesanato, ou o samba, do que em atividades como compor uma música erudita ou escrever um romance. 

No meio literário, nestes últimos anos, se destacaram iniciativas como a da editora Malê, lançada em 2015 e voltada para promover a diversidade cultural na literatura, a partir da publicação de obras de escritores e escritoras negros. Pequenas livrarias foram criadas e voltadas para a venda de livros da literatura negro-brasileira, eventos literários tematizaram a diversidade e a identidade em suas pautas, pequenas editoras foram inauguradas, o que fez ampliar a presença, mesmo que ainda de forma menos intensa que a necessária, de uma literatura brasileira contemporânea que se aparenta como nova para muitos amantes da leitura literária, uma produção literária de grande força artística e criativa e imprescindível para se entender a arte literária brasileira.

Neste cenário, surgiu em maio de 2019 a Mahin - revista literária, para ser um espaço de informação, interação, novidades, debates e expansão do conhecimento sobre a literatura, a cultura e a memória afro-brasileira e africana.

Boa leitura

Vagner Amaro