Fundador dos Cadernos Negros, Cuti lança pela Malê o livro de contos A pupila é preta



O escritor Cuti lança o livro de contos “A pupila é preta” pela Editora Malê. Organizado em contos mais extensos, e curtos, “A pupila é preta” é um livro vibrante que expõe as fricções das relações raciais no Brasil, se atendo, principalmente, aos afetos que o racismo inaugura, aprisiona ou encerra.


Em um dos contos de A pupila é preta, “Abraço no espelho”, o processo de formação da identidade da personagem Delinda se explicita na transição estética capilar. Já no conto “Suicídio”, o autor explora diversas dimensões da morte, a simbólica, emocional e a física. Embora lance luz sobre o que há de perverso e ridículo no pensamento racista, as “trevas brancas de um poço sem fundo” onde despenca o personagem do conto “Identidade ferida”, o foco principal de A pupila é preta está nas relações afetivas.


Cuti é pseudônimo de Luiz Silva. O escritor nasceu em São Paulo. Formou-se em Letras (português-francês) na USP, em 1980. É Mestre em Teoria da Literatura (1999) e Doutor em Literatura Brasileira (2005) pela Unicamp. Foi um dos fundadores do coletivo Quilombhoje-Literatura em 1983 e um dos criadores e mantenedores dos Cadernos Negros em 1978. É autor de obras individuais desde 1978, entre poesia, contos, textos teatrais, crítica e ensaios.


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